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Os cinco maiores riscos para o Brasil em 2021.


O Blog decidiu elencar os cinco principais riscos geopolíticos ao Brasil em 2021 para podermos nos planejar contra os seus possíveis impactos ao nossos país e sociedade, além de tentar fomentar um debate sadio sobre eles.

A nossa análise se baseou nos estudos realizados ao longo de 2020 e que podem ser lidos e acessados em nosso site, bem como nas pesquisas de instituições sérias e confiáveis acerca dos riscos globais, como a Eurasia Group, Control Risks e International Crisis Group.

Os analistas das organizações citadas acima divulgam os principais riscos que o cenário internacional enfrentará ao longo do ano e que são importantes serem examinados por todos, pois os países poderão ser afetados em maior ou menor grau.

Dessa forma, disponibilizamos para o leitor acessar, em nosso Blog, a análise do Eurasia Group, chamado TOP RISKS 2021, e que pode ser acessado em https://de9abb8c-83aa-4859-a249-87cfa41264df.usrfiles.com/ugd/de9abb_10e3c35d8ec743bc8bafc095f9aef995.pdf.

Nesse sentido, decidimos nesse trabalho focar somente no Brasil, pois em nossa análise no artigo"2020: ano desafiador e teste de resiliência. 2021: ano de expectativas, serão positivas?", disponível em https://www.atitoxavier.com/post/2020-ano-desafiador-e-teste-de-resiliência-2021-ano-de-expectativas-serão-positivas, abordamos as nossas expectativas para este ano em relação ao cenário internacional.

Apresentamos a seguir, em nossa opinião, os cinco principais riscos ao Brasil em 2021:

  • Pandemia COVID-19: devido a falta de um planejamento governamental eficiente para o controle da pandemia e para a realização da vacinação, a probabilidade de termos o controle da doença em 2021 é pequena, ainda mais devido a elevada politização sobre o tema da vacina. Dessa forma, acreditamos que somente em 2022 é que teremos a COVD-19 sob controle. Nesse sentido, a economia do nosso país continuará sendo afetada fortemente (não é previsto ter ajuda emergencial neste ano), bem como a saúde da população, havendo também o aumento da desigualdade social. Sendo assim, somente por meio de uma vacinação urgente e em massa, de campanhas governamentais sobre a importância da vacinação e da continuidade dos procedimentos de higiene, distanciamento e do uso da máscara é que poderemos criar as condições para controlarmos a pandemia, com o intuito de melhorarmos a economia e a segurança sanitária da nossa sociedade. É esperado um grande desgaste político do atual governo, devido a forma com que lida com esse sério problema.

  • Meio ambiente: a política ambiental brasileira tem sido marcada por questionamentos nacionais e internacionais, onde em 2020 os índices de desmatamento do Brasil foram bastante elevados, notadamente na região amazônica. Tais questionamentos foram potencializados pelos discursos do Ministro do Meio Ambiente e do Presidente da República, e que começam a impactar na exportação de nossos produtos, demandando um trabalho hercúleo da Ministra da Agricultura e das principais empresas exportadoras do agronegócio brasileiro. Outro fato é que o possível acordo entre o Mercosul e a União Europeia corre um sério risco de não seguir adiante por causa disso. Porém, o maior desafio será o governo de Joe Biden que tem como um dos seus pilares de sua política o meio ambiente, e que durante a sua campanha presidencial realizou pronunciamentos sobre possíveis sanções econômicas contra os governos que possuam políticas ambientais equivocadas, onde citou claramente o Brasil. Nesse sentido, é esperada em 2021 uma forte pressão política e econômica contra o nosso país, liderada pelos EUA, se continuarmos com a atual política ambiental. Dessa forma, torna-se necessário rever a nossa política ambiental, visando evitar problemas geopolíticos.

  • Disputa pela tecnologia 5G: neste ano está prevista a licitação pela implementação da tecnologia 5G no Brasil. Dessa forma, o Blog vem tentando alertar, em vários artigos, que o nosso país pode passar por uma situação semelhante a da Austrália em sua crise com a China. É previsto que ocorra uma pressão política dos governos estadunidense e chinês sobre o Brasil, pois estamos no meio de uma disputa hegemônica entre essas potências. Nesse cenário, uma escolha feita fora dos requisitos técnicos poderá ter como consequência um distanciamento dos EUA (atualmente o principal aliado) ou da China (principal parceiro econômico), onde qualquer uma das situações impactará fortemente no nosso país. Dessa forma, é uma questão delicada que carece ser lidada com muita prudência e sabedoria.

  • Segurança e Defesa Cibernética: o nosso país é um dos que mais recebe ataques cibernéticos, e como afirmamos no nosso artigo "Série Vulnerabilidades do Brasil: Defesa e Segurança Cibernética", disponível em https://www.atitoxavier.com/post/série-vulnerabilidades-do-brasil-defesa-e-segurança-cibernética, estamos bastante vulneráveis nesse ambiente, em que pese ser uma prioridade da nossa Defesa Nacional. Além disso, é esperado em 2021 um aumento do número de ataques cibernéticos ao Brasil, devido ao incremento das transações eletrônicas, falta de mentalidade da nossa população sobre a segurança cibernética, fragilidade dos sistemas corporativos governamentais e das nossas empresas, e há a possibilidade de que nos tornemos um alvo de algum Estado, devido a disputa pela tecnologia 5G, e aos recentes discursos sobre dispormos de armamento nuclear. Nesse diapasão torna-se urgente realizar investimentos no setor e implementarmos uma campanha para o incremento da mentalidade sobre o assunto.

  • Política externa: o atual governo perdeu um dos seus principais aliados no exterior. Com isso, em 2021 deve aumentar o isolamento político do país no mundo, em virtude da alta probabilidade de que o multilateralismo volte a ganhar destaque no cenário internacional, do aumento da importância da emergência climática no mundo e da tendência do enfraquecimento dos movimentos ultra-conservadores e do negacionismo, com a saída de Donald Trump do poder, onde a nossa política externa apresenta sérias fragilidades em todos esses temas. Vários analistas já tratam o nosso país pejorativamente como um "pária internacional". Dessa forma, caso não haja uma mudança em nossa política externa é muito provável que esse risco aconteça, o que dificultará muito o atingimento de nossos objetivos geopolíticos.

O Blog é de opinião de que apesar de 2021 não será um ano fácil, mas tem a possibilidade de ser melhor que 2020, em que pese os riscos mencionados acima. Para tanto, dependerá muito do governo realizar algumas correções de rumo, visando evitar os obstáculos que estão no visual e aprender com os equívocos do passado. Além disso, a nossa sociedade pode dar a sua contribuição no que lhe couber.

Esperamos que os cinco principais riscos geopolíticos ao Brasil, citados por nós, não aconteçam, mas fica o nosso alerta para nos prepararmos adequadamente para eles.

Qual a sua opinião?

Seguem alguns vídeos para auxiliar em nossas análises:

Matéria de 20/12/2021:

Matéria de 10/01/2021:

Matéria de 14/12/2020:

Matéria de 26/10/2020:

Matéria de 30/12/2021:

Matéria de 11/01/2021:

Matéria de 05/01/2021:



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