Guerra do futuro: devemos olhar adiante para nos prepararmos, e com isso devemos sair da caixa.


Figura disponível em: https://s3.amazonaws.com/files.cnas.org/hero/future-of-warfare-initiative-hero.jpg?mtime=20160928005313

O mundo tem assistido a verdadeiros laboratórios da Guerra do Futuro, que cremos que vigorará até 2030, e após esse período veremos a consolidação de tecnologias disruptivas nos meios militares como o laser, a predominância da guerra cibernética (incluídos a espionagem e a sabotagem cibernéticas), meios militares não tripulados e a disputa pelo espaço, com nova mudança na forma da disputa militar.

As guerras na Líbia, Síria e Iêmen nos mostram uma mudança na forma de travar conflitos para atingir objetivos geopolíticos, onde o uso de mercenários, drones, desinformação (principalmente devido ao aumento do protagonismo das mídias sociais), guerra híbrida, guerra por procuração (proxy war), guerra cibernética, sistemas de antiacess/area denial (A2/AD), e os mísseis de cruzeiro têm dominado os cenários táticos, e com isso a guerra clássica tem ficado um pouco estagnada, apesar de continuar importante para uma escala maior de conflito. Torna-se preocupante a constante diminuição dos conceitos éticos e morais nos conflitos atuais.

O blog tem verificado que o mundo ocidental não está devidamente preparado para o tipo de conflito que está se avizinhando, onde a Rússia, China e o Irã têm despontado até agora.

O globo tem se tornado cada vez mais tecnológico, e o espaço cibernético tem permeado todas as áreas do nosso dia a dia, impactando na segurança das informações digitais, comunicações, sistemas da dados táticos, sistemas de armas e por aí vai, sendo necessário ter-se setores robustos de defesa cibernética.

No futuro de médio prazo veremos a disputa pelo espaço entre as grandes potências, e isso terá impacto nos demais países.

Os sistemas antiacess/area denial têm colocado várias obstáculos à projeção clássica de poder por meio de operações anfíbias, bem como a aproximação de forças oponentes vindas pelo mar.

Neste sentido, os setores de defesa devem ter áreas pensando "fora da caixa", visando preparar as forças armadas para o futuro, pois estamos entrando na revolução 4.0, onde as decisões deverão ser tomadas de forma mais expedita, e com certos conceitos ficando obsoletos, e com isso precisamos olhar para o futuro e sairmos das nossas posições de conforto. Sendo assim, a parceria da Defesa com a Academia é primordial. Sugiro a releitura da postagem: A revolução 4.0 e os impactos nos setores de defesa. A corrida pela supremacia militar (disponível em: https://www.atitoxavier.com/post/a-revolução-4-0-e-os-impactos-nos-setores-de-defesa-a-corrida-pela-supremacia-militar ).

É esperado ocorrer vários conflitos regionais, devido a disputas por recursos que têm se tornado mais escassos, bem como visando a atingir objetivos geopolíticos estatais, num mundo mais imprevisível e menos seguro. Sugiro a releitura da postagem: Escalada armamentista (disponível em: https://www.atitoxavier.com/post/escalada-armamentista ).

Neste cenário, faz-se mister que os governos invistam em tecnologias de defesa, visando fazer frente as ameaças citadas acima, e dentro desse contexto está o nosso país, pois somente com forças armadas bem preparadas, atualizadas e treinadas é que poderemos propiciar a segurança externa necessária para garantir as aspirações do Brasil no cenário internacional, dentro das suas capacidades, bem como atingir os objetivos nacionais com paz e desenvolvimento.

Não devemos ser ingênuos em acreditar que a competição entre as grandes potências não chegará à nossa realidade. E por isso, o Estado e a sociedade devem tratar com seriedade o tema.

O que queremos ser? Onde queremos chegar? Estamos prontos para ter assento como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU no mundo da revolução 4.0? Pense nisso.

Seguem alguns vídeos para refletirmos sobre o tema: