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Pirataria no Golfo da Guiné: aumento da militarização no entorno estratégico brasileiro. III parte


Figura disponível em: https://www.seatrade-maritime.com/sites/seatrade-maritime.com/files/styles/article_featured_retina/public/uploads/2019/06/59ef699f35a95e64eaaac2df269a32b4.jpg?itok=BIEhGF8V

Continuando a abordagem do tema, devido a sua relevância por estar em área do Entorno Estratégico Brasileiro, comentaremos nesta postagem, de forma resumida, os interesses de alguns atores importantes no cenário internacional, e que não discutimos nos posts anteriores.

Índia:

A Índia tem colocado restrições aos seus nacionais no tocante ao trabalho de tripulantes em navios mercantes que operam nas águas do Golfo da Guiné, pois vários deles têm sido alvo dos piratas locais, com relatos de sequestros. Convém mencionar que os indianos constituem a segunda maior mão de obra na frota mercante internacional, após os filipinos. Neste sentido, existe a intenção do governo indiano em apoiar ao combate à pirataria na região. A Índia é um dos maiores importadores de petróleo bruto da Nigéria.

Turquia:

Navios e tripulações turcos têm sido alvos de ataques piratas nas águas do Golfo da Guiné, inclusive com sequestro de tripulantes. Sendo assim, o parlamento turco, em junho deste ano, ratificou o acordo de cooperação militar entre a Turquia e a Guiné no tocante a segurança marítima na região, que havia sido firmado em 2016. Nesse acordo, estão incluídos assistência em segurança marítima, cooperação na industria de defesa, inteligência militar, sistemas logísticos e realização de exercícios combinados. A Turquia importa petróleo da Guiné, e recentemente tem realizado negociações com a Nigéria, visando estabelecer uma cooperação política e econômica, principalmente nos setores de infraestrutura e de petróleo e gás.

França:

O governo francês em 1990 implementou a Operação Corymbe para proteger os interesses econômicos franceses no Golfo da Guiné e na África Ocidental, principalmente no tocante a exploração de petróleo. Com isso, tem mantido uma presença constante de um meio naval na região. Os navios franceses apoiam no combate à pirataria, bem como na repressão dos outros ilícitos na região marítima.

China:

O governo chinês vem demonstrando grande interesse no Golfo da Guiné devido a produção de petróleo da área e aos recursos pesqueiros. Neste sentido, tem realizado investimentos em infraestrutura com o intuito de incrementar a sua influência na África, e assim atingir os seus objetivos geopolíticos.

Outrossim, vem implementando acordos bilaterais de cooperação militar com alguns países do Golfo da Guiné, notadamente com a Nigéria, no tocante a segurança marítima.

A Nigéria tem adquirido navios patrulha da China, e recebeu investimentos desse país no valor de 16 bilhões de dólares em seu setor petrolífero. Recentemente, os dois países tiveram pequenos problemas diplomáticos, devido a ataques xenófobos na China contra nigerianos relativos a COVID-19.

Cabe mencionar que são países com poderio militar considerável, e que vêm se afirmando no cenário internacional. Sugerimos as releituras das postagens: Pirataria no Golfo da Guiné: aumento da militarização no entorno estratégico brasileiro, e Pirataria no Golfo da Guiné: aumento da militarização no entorno estratégico brasileiro. II parte, constantes no blog.

Seguem alguns vídeos sobre o tema (legendas podem ser alteradas ou inseridas):





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