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Seção Inteligência: O serviço de inteligência argentino.


O Sistema de Inteligência da Argentina é dividido em 3 principais agências:

  • Agencia Federal de Inteligencia (AFI), é o principal órgão do ramo e fica subordinado a Presidência da República Argentina, sendo responsável pela proteção e promoção dos interesses políticos, institucionais, sociais, econômicos e e culturais do povo argentino. E envolvendo-se em todas as questões referentes à defesa da nação e à segurança interior, assim como a produção de inteligência criminal sobre delitos complexos, como terrorismo, narcotráfico, trafico de armas, entre outras;

  • Dirección Nacional de Inteligencia Estratégica Militar (DNIEM) subordinada ao Ministério da Defesa sendo responsável pela área militar;

  • Dirección Nacional de Inteligencia Criminal (DNIC) subordinada ao Ministério da Segurança.

Em 2015 a presidente Cristina Kirchner dissolveu a Secretaria de Inteligência (SI), mais conhecida como Secretaría de Inteligencia del Estado (SIDE), que até a época era o principal órgão do Sistema de Inteligência Nacional argentino e responsável pela inteligência e contrainteligência, bem como por formular a estratégia de inteligência do país, e criou a AFI. O fato teria sido motivado pelo assassinato do promotor Alberto Nisman que acusava o governo de um suposto complô com o governo iraniano (aparentemente troca de petróleo por grãos), para acobertar os responsáveis pelo atentado de 1994 contra o Centro Comunitário Judaico Amia, que matou 85 pessoas. Nesse sentido, a presidente reformou todo o sistema de inteligência do país. O que colocou o serviço de inteligência sobre grande desconfiança de setores da sociedade argentina.

O que chama atenção do Blog é mais um possível envolvimento do Irã na América do Sul, pois existe o relacionamento com a Venezuela (recentemente o Irã enviou navios tanques), e uma possível ação de colocação de uma bomba falsa perto da embaixada de Israel em Montevidéu em 2015, tendo sido expulso do Uruguai um diplomata iraniano.

Informações revelam que a SI e AFI espionavam jornalistas e opositores ao governo, com objetivos políticos, bem como havia uma disputa interna por poder e influência na SI, e que continua na AFI.

Existe a intenção do atual governo em realizar novas mudanças no Sistema de Inteligência, bem como colocar um controle parlamentar sobre a AFI.

Possíveis interesses da inteligência argentina no Brasil seriam o Programa de Desenvolvimento de Submarinos e o Programa Nuclear da Marinha, pois colocam o governo argentino em uma situação desconfortável, pois a percepção da Argentina é que o nosso país ficou à frente no domínio da energia nuclear para uso militar. Além disso, o trágico acidente com o submarino argentino ARA San Juan e o lançamento do submarino brasileiro Riachuelo mostram a vulnerabilidade da marinha argentina e um "gap" tecnológico/militar entre os países. Além disso, as divergências políticas recentes entre os governos brasileiro e argentino podem ensejar um acompanhamento pormenorizado da nossa conjuntura atual.

Ao analisar o caso argentino, bem como outros eventos semelhantes, o blog afirma que mudanças nas estruturas de inteligência de forma abrupta e questionável podem sinalizar a tentativa de encobrir algum malfeito ou de controlar o serviço de inteligência com o intuito de preservar interesses ilegítimos e pessoais.

Seguem alguns vídeos sobre o tema:








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