A estratégia de Trump para conter a China


Figura disponível em: https://s.rfi.fr/media/display/e0a4a368-b135-11ea-94d5-005056bff430/w:1280/p:16x9/2019-11-06t165149z_323854346_rc2s5d9jp4j4_rtrmadp_3_usa-trade-china-prospects.jpg

Ao analisarmos tudo o que estudamos até o momento sobre o relacionamento entre os EUA e a China, concluímos que está no seu pior momento e que as tensões só aumentam. Ademais, verificamos que estamos vivenciando um novo período de "Guerra Fria" que é potencializada pela era da "Competição entre as Grandes Potências", e que nesse caso podemos incluir, além dos países citados anteriormente, a Rússia.

É natural que uma potência sinta-se ameaçada com o surgimento de um novo competidor, pois a história sempre demonstrou isso. Sendo assim, com a ascensão chinesa era esperado que ocorressem crises entre os governos estadunidense e chinês. Porém, foi somente no governo de Donald Trump que os EUA confrontaram a China com políticas mais assertivas.

Nesse sentido, o blog concluiu que o governo Trump empregou as seguintes políticas de forma coordenada para tentar atingir o comunismo chinês:

  • "guerra comercial" com a China, visando diminuir o crescimento econômico chinês. Alguns analistas dizem que isso foi um erro;

  • incremento da corrida armamentista com os seus competidores, principalmente com a China, sendo essa manobra geopolítica combinada com a anterior. Convém mencionar que durante o governo Reagan foi utilizado tal expediente contra a ex-União Soviética, surtindo um grande efeito sobre a sua economia levando ao colapso do comunismo naquele país, conforme podemos ver nas figuras abaixo, pois sabemos que uma corrida armamentista pode levar um dos lados a falência:

Figura disponível em: https://www.sipri.org/sites/default/files/styles/node/public/USA-graph_2.jpg?itok=ImS8_sC8
  • proibição de bolsas universitárias e acesso aos grandes centros de tecnologia dos EUA aos estudantes chineses que possuem ligação com as Forças Armadas chinesas, com o objetivo de impedir que a tecnologia estadunidense seja levada para a China;

  • "guerra tecnológica"com ênfase na tecnologia 5G, com o intuito de impedir que a China obtenha mercado global e a liderança tecnológica;

  • "guerra de informação" por meio de várias acusações à China (pandemia etc);

  • pressão sobre os aliados contra o softpower chinês.

A pandemia do COVID-19 pode ser um fator decisivo na estratégia de Trump, devido a possível recessão econômica mundial que poderá impactar nessa disputa.

O Blog conclui, assim, que os EUA estão tentando abalar os pilares de construção de uma grande potência, que são o desenvolvimento tecnológico e o crescimento econômico, pois são eles que dão sustentação ao poder nacional. Além disso, acreditamos que somente uma aliança forte na região do Indo-Pacífico poderá frear as ambições expansionistas chinesas.

Na opinião do Blog os EUA falharam em sua demora na confrontação à China!

Agora nos resta acompanhar os próximos movimentos geopolíticos desses governos para verificarmos se a China cometerá o mesmo erro soviético e cairá na armadilha estadunidense. Em médio prazo (até 15 anos) poderemos vivenciar uma nova ordem mundial ou a manutenção do status quo global. Este século promete!

Qual a sua opinião sobre o tema? A estratégia dos EUA está na direção correta? Acha que é tarde demais?

Seguem alguns vídeos para aprofundarmos a análise: